
Ostensório de Altar,dito “Olho da Providência”
(Brasil,séc. XVIII)
Raro e invulgar ostensório católico barroco,do início do século
XVIII, em madeira nobre dourada a ouro fino 24 kt brunido,originário,da antiga cidade de Salvador, Estado da Bahia,Brasil.Traz representação central de símbolo do Olho da Providência ou Olho de Deus,dentro de triangulo simétrico evocação simbólica do Amor trinitário ,rodeado de raios,e ladeado por entalhes finos a estilete,na madeira crua, representando 7 (sete) nuvens rosáceanas , e na parte externa,de 16 (dezesseis) raios gloriosos dourados,próprios das imaginárias sacras do período barroco brasileiro,apoiado por base no formato de ânfora de altar de asa dupla em madeira ricamente lavrada e entalhada,com elementos florais,geométricos e decorativos,muito semelhante as mesmas bases,que eram usadas para as ditas “palmas de altar” deste mesmo período.O dito Olho da Providência,ou “Olho que tudo vê“,ou “Delta Luminoso”, representa a visão permanente de Deus sobre a humanidade,e quando dentro de um triangulo eqüilátero,na tradição católica apostólica significa a tríplice conjunção em uma, e a presença das três pessoas da Santíssima Trindade,na figura onipresente e onisciente do Pai,do Filho e do Espírito Santo,seguindo à iconologia e tradição Cristã da época,e o dogma fundamental da doutrina católica .Este símbolo reconhecidamente Cristão,teria sido surgido na Igreja Católica Apostólica Romana,na Europa,em Portugal e no Brasil,embora com antecedentes formais de onde poderia ter se derivado,e adotado ,durante os séculos XVII e inicio do XVIII. Extinguindo da iconologia católica apostólica,posteriormente, por ordem e cumprimento obrigatório,do Santo Ofício apresentado na dita “Bula Syllabus” de Sua Santidade Papa Leão XIII, em 1827.É muito comum,o ostensório ser também chamado de custódia,quando a mesma peça,usada nos cultos da Igreja Católica Romana,tem dupla função e conjuga dois dogmas,em uma única manifestação artística.O dogma da transubstanciação da hóstia consagrada como corpo vivo de Jesus Cristo - Deus, e o da veneração da presença real,onipotente,onisciente e onipresente do amor trinitário de Deus sobre a humanidade. Neste caso particularmente,não se pode adotar ambas terminologias para a presente peça da liturgia Católica Apostólica Romana.Pois se trata, exclusivamente de um raro e invulgar:
Ostensório de Deus , ou “Olho da Providência“.
Existem vários sinais característicos nos entalhes e nas alegorias,como na elaboração e execução da obra,tornando esta manifestação artística como atribuível ao entalhador português, FRANCISCO XAVIER DE BRITO,entalhador e santeiro do Barroco Brasileiro - segunda fase, no Séc.XVIII.
Altura total : 0,80 cm
Largura maior : 0,40 cm
Peça adquirida em Leilão de Arte de Leiloeiro Oficial, no Rio de Janeiro,originária de importante coleção de arte sacra.Com documento fiscal de venda.Hoje integrante de Coleção Particular de Arte - Brasil.
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